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Por que as startups fracassam?

A CBInsights, líder global em dados sobre startups, tecnologia e venture capital, lançou em 2016 (não tão longe assim) um estudo onde elenca os 20 principais motivos de fechamento das portas. Para o estudo foram analisados mais de 100 post-mortems de startups reais (espécie de obituário de empresas nascentes que fecharam as portas precocemente).

Nesse artigo falaremos do top 5 que encabeça a lista. Não se engane: mesmo empresas tradicionais estão sujeitas a cometer esses erros. Por isso, olho no texto para saber como evitar a morte precoce do seu negócio.

#1 Nenhuma necessidade do mercado (42% dos casos)

Empreendedores geralmente cometem o erro de acreditar demais no próprio produto. Esse equívoco levou 42% das startups estudadas a fecharem suas portas.

Ter clareza sobre os problemas que podem impedir o avanço da empresa é fundamental. O ideal é levar a ideia para o mercado e validar através de pesquisas direto com o público alvo, para entender se o produto ou serviço que está sendo oferecido justifica a criação de um novo negócio. Em outras palavras, as startups falham principalmente quando não estão resolvendo um problema real (e pensam que estão)!

Por isso, antes de ir ao mercado, é essencial planejamento prévio envolvendo a definição de qual será modelo de negócios e o MVP para teste junto aos potenciais consumidores. É sempre mais barato errar no papel.

#2 Ficam sem caixa (29% dos casos)

Essa é, sem dúvida, a maior causa de fechamento de empresas no geral, e não só de startups. Na maioria das vezes o problema só se torna evidente quando, infelizmente, é muito tarde, e pouco resta a ser feito para evitar a falência. 

No caso específico das startups, apesar de muitas receberem investimentos significativos nas fases de pré-operação, operação e tração, a falta de conhecimentos do time fundador sobre gestão de negócios e administração de empresas acaba por impactar negativamente as disponibilidades.

Dessa forma, a falta de caixa é apenas a consequência e não a causa do problema. Quase sempre há problemas relacionados com a direção geral do negócio como, por exemplo, aumento de custos desnecessários, projeção superestimada de vendas, fluxo de caixa inadequado etc. A má gestão financeira é apenas mais um agravante desses problemas.

#3 Não possuem o time certo (23% dos casos)

Contratar os colaboradores certos, que possuem os conhecimentos e habilidades necessários para impulsionar a empresa, pode significar a diferença entre prosperar e fechar as portas. Assim como o esvaziamento do caixa pode ter suas causas na gestão ruim do negócio, a contratação equivocada de um time é, igualmente, mais um indício de problemas na liderança. Muitas vezes os fundadores de startups são excelentes nos critérios técnicos, mas carecem de outros conhecimentos vitais para o sucesso da organização.

Para que esse não seja o caso, convém priorizar que o processo de recrutamento e seleção dos primeiros contratados seja feito via uma agência especializada ou por um profissional especialista em Recursos Humanos. É um investimento que certamente retorna no longo prazo.

#4 São eliminadas pelas concorrência (19% dos casos)

Dependendo do mercado em que a empresa se encontra, é muito difícil ultrapassar grandes concorrentes. Fatores como tradição, status da marca, acesso à tecnologia de ponta e preço competitivo são alguns dos obstáculos que startups enfrentam ao se lançarem. A falta de penetração de mercado por causa da concorrência de peso compromete a sustentabilidade da empresa.

Para evitar esse erro, na fase de planejamento e pré-operação é aconselhável fazer o mapeamento adequado das condições externas ao negócio: identificação de concorrentes diretos e indiretos, principais fornecedores do mercado e quais são as barreiras de entrada para novas empresas. Essa análise do ambiente de operação fornece os subsídios necessários para buscar alternativas que neutralizem a competição com as grandes corporações.

#5 Precificação (18% dos casos)

Saber precificar é a combinação perfeita de ciência e arte, e pode garantir o sucesso ou o fracasso de uma empresa. O fim de uma empresa pode vir justamente da dificuldade de encontrar um preço que cubra, ao mesmo tempo, custos e eventuais surpresas e seja “barato o suficiente para conquistar e cativar os primeiros clientes.

Para resolver esse dilema e encontrar o ponto ideal é preciso:

  1. Ter noção real dos custos totais do negócio (custos de produção, recursos humanos, propaganda etc).
  2. Observar os preços praticados pelos concorrentes, que fornecerão um parâmetro de máximo e mínimo praticados.
  3. Pesquisar junto ao cliente, buscando entender quanto ele está disposto a pagar pelo seu produto.

Fonte: Tera

Claudia Dedeski
[email protected]

Administradora | Especialista em gestão de negócios e empresas | Trainee de blogueira

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